quarta-feira, 27 de novembro de 2019

ENTRELAÇANDO AS IDEIAS (O ARREMATE 2)


O fenômeno da Cibercultura (SANTOS, 2014), trouxe mudanças significativas no contexto atual, o acesso à informação de forma quase instantânea, onde nesse mundo tão virtual e tecnológico, não há limite de idade. Este fenômeno traz também, para a terceira idade, benefícios incomensuráveis, pois se apresenta como uma grande oportunidade de exercitar a mente, a memória e aumentar a autoestima. Os idosos estão ávidos por conhecimento. Sabem e podem utilizar o Smartphone como meio de comunicação e de interação. A oficina Redes Sociais e Tecnologias Móveis para o Idoso – Smartphone/Tablet vem cumprindo seus objetivos, superando em expectativas e em alcance de número de participantes de alunos e de monitores. Por meio das práticas, os idosos já conseguem utilizar sozinhos os sites e aplicativos como o Instagram, Facebook, WhatsApp, de Bancos, de Compras Online e de alguns jogos educativos ou de entretenimento.
Eles afirmam ter conquistado independência para manusear o smartphone, melhor capacidade de comunicação à distância, melhoraram sua autoestima e conseguem ficar atualizados. Em síntese, o projeto UNCISATI vem sendo de extrema importância para o envelhecimento ativo desses idosos. As oficinas proporcionaram uma maior interação do mundo virtual para o real, fazendo com que seu sistema neuropsicomotor trabalhe de forma mais saudável. Também foi possível observar que a idade não é justificava para excluí-los do mundo digital, já que eles sempre estão dispostos a adquirir conhecimentos e sempre produzir algo novo.
                                          Fonte: Página do Facebook da professora


Fonte: Página do Facebook da professora

ENTRELAÇANDO AS IDEIAS ( O ARREMATE ) 1


Confunde-se muitas vezes o acontecer histórico
com crise, esquecendo-se que as possibilidades
de leitura  e interpretação do presente não
estão desvinculados da historicidade dos fatos,
dos processos,projetos
e sonhos que nos ligam ao futuro”
    Linhares (1979)


Neste sentido, os temas discutidos possibilitaram entender a educação brasileira e a Mídia a partir dos modos do fazer, espaços e tempos que trouxeram outras formas do fazer pedagógico; além de aprofundar a relevância e as concepções de educação para a construção da sociedade. Por fim, os textos estudados na Disciplina Mídia e Educação, também estimularam a leitura e a pesquisa, a construção colaborativa do conhecimento e exerceram influência positiva na construção de um arcabouço teórico e crítico da atual conjuntura política, além de ampliar as discussões em sala de aula sobre várias temáticas que refletem na educação.
Enfim, e utilizando-se do pensamento dos autores que contribuíram com nossas reflexões, Lipovetsky; Serroy (2008) onde enfatizam que há caminhos que podem ser tomados que permitam uma melhor adaptação à “cultura-mundo”, por meio de caminhos que “estimulem as múltiplas potencialidades do indivíduo” na construção de uma sociedade mais equilibrada, justa, empática e solidária. Enquanto educadora e pesquisadora, resta-me uma única certeza, de que o nosso olhar para o trilhar da educação e mídia deve estar para além de um horizonte, deve ser imbuído de muita luta, resistência ao projeto educacional excludente e opressor. Necessitamos sim, de uma educação mais humana, com condições de trabalho concretas e dignas em nossas instituições públicas, pautada em uma docência com amplitude crítica e reflexiva centrada em educação pública de qualidade para todos. 
                        Fonte: Google/imagens
 


domingo, 24 de novembro de 2019

Idosos conectados - Sou 60

SE LIGA 4
 Fonte:Idosos conectados - Sou 60

O estatuto do Idoso/Oficina de Tecnologias Móveis da UNCISATI/UNCISAL


Nesse sentindo, a terceira idade, além da Constituição Federal de 1988, é amparada pelo Estatuto do Idoso, sancionado no ano de 2003. Este lhes confere direitos diferenciados, reconhecendo que o idoso possui características e necessidades diferentes do restante da população. Um dos pontos de destaque para o nosso estudo, é que o Estatuto do Idoso ressalta a preocupação com a interação do idoso com a vida moderna, com ênfase na necessidade do convívio com os aparatos tecnológicos, para que este público tenha mais autonomia ao executar tarefas cotidianas, como por exemplo: utilizar um caixa eletrônico sem a necessidade de ser assessorado por um atendente, por exemplo. 
  Fonte:Estatuto do Idoso


Nessa direção, o Estatuto do Idoso, no Art. 3 prevê a viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso com as demais gerações. Assim como, o Art. 21, § 1° garante que os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação, computação e demais avanços tecnológicos, para sua integração à vida moderna (BRASIL, 2003). Portanto, no projeto UNCISATI são desenvolvidas várias oficinas para a terceira idade. Dentre estas, criou-se a oficina nas aulas de Informática denominada "Redes Sociais e Tecnologias Móveis para Terceira Idade-Smartphones/Tablets", considerada pioneira na inclusão digital, no que tange as tecnologias digitais móveis com ênfase na reintegração social e digital. Levando em consideração o fenômeno do envelhecimento de forma positiva, garantindo a todos uma velhice digna, ativa e saudável; como está garantido no Estudo do Idoso de 2003.


Fonte:Oficina de Dispositivos Móveis para o Idoso/UNCISAL


Idosos e tecnologias - Conexão Futura - Canal Futura

SE LIGA 3
Fonte:Canal Futura

ENTRELAÇANDO AS IDEIAS COM OS AUTORES


A dinâmica, no transcurso da qual os homens vão se educando entre si, constitui-se precisamente o "processo" educativo. Deste modo, e nesse viés de educar para transformar, o objetivo é apresentar, as experiências vivenciadas durante as oficinas de tecnologias digitais móveis, inseridas no projeto da Universidade Aberta à Terceira Idade (UNCISATI), sendo um projeto de extensão da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas a partir das aulas ministradas, dos seus estudos e das interações realizadas pelos idosos em suas redes sociais e no grupo, em que todos estão inseridos, de WhatsApp da oficina.
Esta geração é considerada por autores como Palfrey e Gasser (2011) de Imigrantes Digitais, por classificar de "Geração Analógica" todos aqueles que nasceram antes do surgimento da internet. Em relação aos Nativos Digitais podemos ponderar que:

Nativo Digital é uma pessoa nascida na era digital (depois de 1980), que tem acesso às tecnologias digitais da rede e a grandes habilidades e conhecimentos de computação. Os Nativos Digitais compartilham uma cultura global comum que não é rigidamente definida pela idade, mas por alguns atributos e experiência relacionadas e como eles interagem com as tecnologias da informação, com a própria informação, um com o outro e com outras pessoas e instituições. (PALFREY E GASSER, 2011, p. 324).  

Outra questão importante é perceber a lacuna digital existente entre as gerações de Imigrantes e Nativos Digitais. Reconhecer essa diferença de geração é fundamental para que haja uma aproximação com a finalidade de quebrar as barreiras da linguagem digital e da cultura. Tornando possível conhecer o comportamento dos Nativos Digitais e equilibrar na tomada de medidas efetivas para incluir digitalmente a população de idosos que cresce de forma considerável na proporção que acontecem os avanços da medicina e das tecnologias. Para Santaella (2010, p. 76):

Não se pode negar que, como intelectuais e educadores, temos diante de nós um espaço a ser ocupado. De nada adianta o conforto da crítica meramente discursiva. Se a ocupação do espaço era impossível nos meios de massa, o ciberespaço, diferentemente, está prenhe de vãos, brechas para a comunicação, conhecimento educação e para formação de comunidades virtuais estratégicas que devem urgentemente ser explorados com um fato que seja político e culturalmente criativo.
 


O reconhecimento dos direitos dos idosos pode ser um dos fatores que contribuiu de forma positiva para o aumento da expectativa de vida e crescimento dessa população.
 Fonte: Site da UNCISAL